O Colégio Militar do Recife (CMR) localiza-se na cidade de mesmo nome, em Pernambuco, no Brasil. O Colégio é uma unidade do Exército Brasileiro e é subordinado à Diretoria de Educação Preparatória e Assistencial.
Tradicional instituição de ensino militar, foi criado pelo Decreto 47.416, de 11 de Dezembro de 1959. Instalado a 25 de Dezembro de 1959 nas instalações da antiga Faculdade de Medicina do Recife, no bairro do Derby, teve o seu primeiro ano letivo iniciado a 25 de Abril de 1960.
Posteriormente ocupou também as dependências da Faculdade de Ciências Médicas, na Rua Benfica. Desativado ao final de 1988, foi reaberto em Março de 1993, reiniciando as suas atividades letivas em Fevereiro de 1994, no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva/Recife (CPOR/Recife). Desde Fevereiro de 1996 ocupa novas instalações numa área de 97.015 m² (noventa e sete mil e quinze metros quadrados), no bairro do Engenho do Meio.
Entre outras dependências, conta com trinta salas de aula, cinco laboratórios (Física, Química, Biologia, Artes e Informática) e um teatro com capacidade para 300 lugares. Para a prática de esportes, os alunos dispõem de um ginásio coberto poliesportivo (voleibol, basquetebol, futebol de salão e Handebol), com arquibancadas com capacidade para 400 pessoas, campo de futebol (com as dimensões oficiais), pista de atletismo, quatro quadras externas polivalentes e uma piscina semi-olímpica.
Colégio Militar Recife História
Desde os primeiros tempos do Brasil independente, os militares pleiteavam a criação de uma instituição encarregada de educar os filhos dos servidores do Exército e da Armada. Duque de Caxias viveu, junto a seus comandados, as agruras dos que deixaram suas famílias para se dedicarem à defesa da Pátria na Guerra do Paraguai. Percebeu o quanto influenciava no ânimo de luta dos soldados sabê-las amparadas. Logo entendeu que, além da pensão a garantir o sustento, a educação oficial “evitaria a indigência” de seus órfãos, caso eles sucumbissem na frente de batalha. Sabedores de que a Pátria protegia sua família, o moral da tropa cresceria e, junto, o PODER DE COMBATE das tropas imperiais.
Acalentando essa ideia, Caxias deixou o Comando do Exército e elegeu-se Senador do Império. Em 1853, apresentou um projeto ao senado, criando um Colégio Militar na Corte. Não conseguiu convencer os seus pares, e a iniciativa não prosperou. O mesmo Caxias, em 1862, insistiu, novamente, na criação de uma Escola “… que amparasse os órfãos, filhos de militares da Armada e do Exército, que participaram na defesa da Independência, da Honra Nacional e das Instituições”. Mais uma vez, o desejo não se concretizou.
Reações contrárias aos novos estabelecimentos de ensino aconteceram. Nos orçamentos, de 1915 e de 1916, foram apresentadas emendas visando à extinção dos três Colégios Militares, então, existentes. Felizmente, não logram êxito essas tentativas, e o Senador pelo Piauí, Abdias Neves, surgiu impávido em defesa daquelas instituições. Com base no judicioso parecer do Chefe do Estado-Maior do Exército, General Bento Manoel Carneiro Monteiro, aprovado integralmente pelo então Ministro da Guerra, General José Caetano de Faria, o assunto foi arquivado. E o que era melhor, animou o Governo Federal a criar o Colégio Militar do Ceará (Lei nº 3674, de 07 de janeiro de 1919).
Quatro estabelecimentos funcionavam normalmente quando, por razões políticas, o Colégio Militar de Barbacena foi extinto, em 1925, e os seus servidores distribuídos por outras organizações do Exército. Em 1938, novo golpe, desta vez, com a extinção dos Colégios Militares do Ceará e de Porto Alegre. Restou, apenas, o Colégio Militar do Rio de Janeiro.
Alguns anos depois, o Ministro da Guerra, General Henrique Teixeira Lott, iniciou nova fase de progresso para o ensino colegial no Exército, criando o Colégio Militar de Belo Horizonte (1955), resgatando uma dívida de 30 anos com o povo mineiro. Nascia, também, o Colégio Militar de Salvador em 1957, já idealizado pelo então Ministro Ciro do Espírito Santo Cardoso. Não ficou aí o imenso labor do Ministro Lott. Era criado o Colégio Militar de Curitiba, em 1958, e, completando o ciclo, surgia o Colégio Militar de Recife em 1959.
Os antigos Colégios de Porto Alegre e de Fortaleza foram transformados em Escolas Preparatórias e voltaram a funcionar como Colégios Militares em 1962. Entre avanços e recuos, os anos passaram e ocorreram novas modificações no Sistema Colégio Militar do Brasil. Na década de 70, eram criados os Colégios Militares de Manaus (1971) e de Brasília (1978), este último já previsto em despacho pelo então Presidente Juscelino Kubitschek em 1959.
A retomada do processo de crescimento dos Colégios Militares acontece quando assume a Pasta do Exército o General Zenildo de Lucena. Eram reativados, em 1993, os Colégios Militares de Curitiba, de Salvador, do Recife e de Belo Horizonte. Em 1993, foram criados ainda os Colégios Militares de Juiz de Fora e de Campo Grande e, em 1994, o de Santa Maria.
Em 1989, um século depois da criação do primeiro Colégio Militar, as meninas foram admitidas como alunas para cumprir as mesmas atividades curriculares dos meninos. No ano de 1995, formou-se a turma pioneira de alunas dos Colégios Militares. Anualmente, por ocasião dos concursos de admissão ao 6º ano do Ensino Fundamental e ao 1º ano do Ensino Médio, moças e rapazes disputam as vagas disponíveis em igualdade de condições.
Os Colégios Militares têm, hoje, o seu ensino valorizado por uma destinação preparatória à Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), ao Instituto Militar de Engenharia (IME), à Escola Naval (EN), à Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), à Academia de Força Aérea (AFA), ao Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), dentre outros estabelecimentos de ensino militares, além dos vestibulares às diversas instituições de ensino superior e civis, sem perder a sua característica assistencial de acolher órfãos e dependentes de militares, de acordo com os critérios estabelecidos no Regulamento dos Colégios Militares (R-69).
Em 2001, foi criado o curso na modalidade de ensino a distância (CEAD), coordenado pelo Colégio Militar de Manaus, com a finalidade de oferecer o Ensino Fundamental de 6º ao 9º anos aos dependentes de militares da Região Amazônica. Em 2004, o ensino a distancia foi ampliado, sendo oferecido também, aos dependentes de militares em missão no exterior. Em 2006, era contemplada também essa modalidade para o Ensino Médio.
A DEPA, atualmente a Diretoria de Educação Preparatória e Assistencial, é o órgão de apoio técnico-normativo do Departamento de Educação e Cultura do Exército – DECEx, abrangendo um Sistema de 13 (treze) Colégios Militares a difundir brilhantemente o ensino no nosso País: Colégio Militar do Rio de Janeiro, Colégio Militar de Porto Alegre, Colégio Militar de Fortaleza, Colégio Militar de Manaus, Colégio Militar de Brasília, Colégio Militar de Recife, Colégio Militar de Salvador, Colégio Militar de Belo Horizonte, Colégio Militar de Curitiba, Colégio Militar de Juiz de Fora, Colégio Militar de Campo Grande e Colégio Militar de Santa Maria, realizando, ainda, a supervisão pedagógica da Fundação Osório.
Colégio Militar Recife Inscrições
Fique atento ao site para não perder a data de inscrição para as provas de admissão do colégio.
Colégio Militar Recife – Provas Anteriores
Para se preparar melhor para as provas de admissão do colégio você pode estudar pelas provas já realizadas em anos anteriores, acesse www.cmr.eb.mil.br/provas-anteriores.
Horário de Funcionamento Colégio Militar em Recife
- Segunda a Sexta das 08h às 18h
Endereço e Telefone Colégio Militar em Recife
- Av. Visc. de São Leopoldo, 198 – Cidade Universitária – Recife – PE
- Telefone: (81) 2129-6390
Outras informações e site
- Mais informações: www.cmr.eb.mil.br
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